Amanda Mol - Por dentro do Atelier

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pausar

para ajustar miras

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Amanda Mol
mai 29, 2026
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A importância da pausa é o tema que mais repeti desde que comecei a compartilhar textos na internet. Me lembro de escrever esse título no meu blogspot, mailchimp e agora no Substack. Pausei incontáveis vezes durante momentos importantes da vida como fôlego ou alavanca. E certamente será sempre assim. Sem incluir esta vírgula no tempo não haveria possibilidade de seguir acreditando que arte é fôlego. Sinto que quando respeito a pausa na mesma medida da minha constância produtiva, o oxigênio me encontra.

Recentemente escrevi sobre quem eu não sou mais (curiosamente a news mais lida até agora). Narrei medos que ficaram pra trás, amandas que encerrei e que resgatei. E hoje acrescentaria mais uma linha: não sou mais a pessoa que nunca viajou sozinha. Conquistar essa insígnia pra minha jaquetinha de sonhadora era algo desejadíssimo no meu coração. E como 2026 é o ano de honrar quereres, tô orgulhosa de dizer que a meta foi alcançada e que estou escrevendo de dentro dessa linha da minha vida enquanto dou garfadas numa pizza marguerita.

Arqueira em céu aberto, me vejo caçadora de estrelas, alegrias, novas memórias. Por isso arco e flecha e mulheres invadiram minhas inspirações recentes inaugurando o segundo ato da Série Céu. A intuição berrou é por aí e eu só fui, como a coisa mais certa a mirar nesse momento. A força do arco e flecha me lembra que nós, mulheres, alcançamos o céu quando escolhemos a ouvir nossa intuição. A estrela representa o brilho que ninguém rouba; o olho, a força intuitiva; e a cadeira, a sabedoria da contemplação. Abri a nova fase da série com a minha primeira pintura, Intuição.

Além dela, os dois primeiros quadrinhos “Céu da Terra” também foram para o site. Pinturas de cúpulas contendo cenários de paraísos que poderíamos chamar de casa. As cúpulas também marcam a entrada de um novo elemento que se repetirá em mais criações! Comumente sinto-se colecionadora de céus da terra e pintar essa sequência me instiga não desistir de encontrar o lúdico no óbvio. Penso nas redomas de vidro com a mesma sensação de quando olho pra copa de árvores em contraste com o céu - é como se naquele momento meu olho fosse cúpula e eu desejasse guardar o que vejo, pra sempre.

Ver todos os quadros


Saiu o novo episódio da Série Artistonas lá no podcast, vem ouvir!


💌 Continue lendo para saber mais sobre a minha pausa e meus porquês …

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